Por Clayton Barbosa
"A serpente me enganou e eu comi" A história de Adão e Eva gira em torno de uma mentira. Seria a mentira uma condição inata dos seres humanos?
Alguns estudiosos defendem que a mentira não é uma característica exclusiva dos seres humanos, pois muitas espécies utilizam de artifícios enganosos para preservarem suas espécies, como por exemplo, os insetos-folhas que imitam a forma e a cor das plantas, ou ainda, borboletas que para escapar de pássaros predadores, tornaram-se parecidas na forma de outra espécie, cujo sabor não os agradava. Claro que estes seres não têm a intenção de enganar os seus predadores naturais, mas ao simular, ou seja, ao tentar fazer o falso parecer real, nos leva a crer que o embuste transcende uma característica humana e que, portanto, mesmo que de forma inconscientes muitas espécies, inclusive a humana se utiliza deste subterfúgio para sobreviver.
Digo sobreviver porque viveríamos num mundo caótico e por que não dizer chato e até mesmo cruel se falássemos a verdade o tempo todo.
Sua esposa passa horas em um salão de beleza e mesmo que ela tenha feito algo que você achou simplesmente horrível, não é prudente dizer para ela a verdade. Ser feliz ou ter razão?
Não estou eu aqui, fazendo apologia a mentira, mas temos que ter em mente que ela existe e permeia todas as relações humanas, inclusive as relações profissionais.
O problema é que apesar das evidências, muitas vezes, nos deixamos enganar, nos deixamos envolver pelos mentirosos mais hábeis.
Em uma entrevista de emprego, por exemplo, muitos candidatos mentem de forma clara e vão provavelmente dizer tudo que você deseja ouvir, pois ele deseja a vaga de emprego a qualquer custo.
Um erro muito comum cometido por entrevistadores incautos é criar vínculos emocionais com o entrevistado que ás vezes podem lembrá-lo um amigo ou ente querido pela voz, pelo jeito de olhar ou vestir. Ou ainda um ex-chefe que você não tem boas recordações. Tudo isso, pode influenciar na sua tomada de decisão e comprometer a sua avaliação.
Antes de uma avaliação importante temos que primeiramente nos livrar dos nossos preconceitos, temos que limpar a nossa mente para que tenhamos condições de ouvir sem fazermos julgamentos prévios. Nem todo oriental gosta de matemática, nem todo negro gosta de samba. Lembrem-se primeiras impressões são apenas isso, primeiras impressões.
Sobre o Autor
Bacharel em Direito - UNG, MBS - Master Business Security pela FAPI-SP, possui capacitações especiais em Suporte à Situação de Risco, em Técnicas de Entrevista e Interrogatório pela Academia Israelense de Investigações Científicas, em Técnicas de análise de depoimento, em Scan Course (Laboratory for Scientific interrogation com Avinoam Sapir). Gerenciou mapeamento de riscos e projetos de reforço da cultura ética em empresas nacionais e multinacionais. Executou mais de 3.000 mil entrevistas de integridade com funcionários e candidatos focadas em honestidade e ética profissional com a utilização das mais aprimoradas técnicas israelenses de entrevistas na detecção da mentira.
Cadastre-se para receber nossos informativos.