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Da tática à prática... Seu sistema de comunicação está protegido?

Por Marco Antonio De Paula

Você sabe o que é espionagem?
Segundo a definição dada pela maioria dos dicionários a espionagem é a prática de obter informações de carácter secreto ou confidencial dos rivais ou inimigos, sem autorização destes, para se alcançar certa vantagem militar, política, ou econômica.

Quando jovens, aprendemos o conceito de espionagem através das produções hollywoodianas, desde o famoso 007 James Bond e teatros de espionagem envolvendo a Guerra Fria. Ficção ou realidade? Infelizmente realidade! Isso mesmo realidade, pois a maioria dos recursos sejam eles sistêmicos ou tecnológicos desenvolvidos por órgãos militares tiveram também sua utilização no âmbito privado. Um exemplo é o GPS - Global Position System, largamente utilizado em operações militares e hoje vemos a mesma tecnologia embarcada em veículos de carga e passeio.

Com o final da Guerra Fria, a espionagem virou-se então para a área comercial, industrial e financeira.

A Espionagem Industrial pode ser definida por ação de pessoas ou grupos, que no seu interesse ou interesse de terceiros, têm como objetivo obter informações confidenciais ou segredos comerciais sem a autorização dos detentores dessa informação, com objetivo de alcançar uma certa vantagem estratégica e econômica.

No campo da espionagem vale tudo para conseguir aquela informação que tanto se quer. O mais comum e utilizado, é recorrer a análise do lixo da empresa, na esperança de que um funcionário mais distraído tenha deixado informação sensível ou confidencial ir para o lixo. Pode ocorrer a infiltração de agentes em setores estratégicos da empresa , muitas vezes disfarçados como funcionários da própria empresa ou de empresas de prestação de serviços (limpeza, técnicos, motoboys, etc). Uma vez infiltrado, recorre-se a um inumerado conjunto de estratégias, como por exemplo, realizar o registro fotográfico de documentos mais sensíveis, instalação de escutas telefônicas em locais mais sensíveis, etc.

Com o avanço das tecnologias, novos meios de espionagem/sabotagem foram aparecendo. Recentemente malware e spyware são utilizados para isso, bem como trojans ou key-loggers, permitindo assim o acesso remoto a informação muitas vezes confidencial, entretanto devemos observar que este tipo de monitoramento na maioria das vezes requer o acesso físico do agente ao local e equipamentos.
Certo! Mas como podemos minimizar estas ações?

Inicialmente pelos dois principais pilares de uma empresa bem organizada na Prevenção e nos Recursos Humanos (pessoas). As medidas de prevenção baseiam-se em mapear os setores estratégicos da empresa com fulcro de identificar falhas que vulnerabilizam seus processos. Por exemplo: uma empresa que tenha como seu fator crítico de sucesso a informação, o conhecimento a propriedade intelectual como produtos principais, deve possuir uma política bem estruturada que normatize e controle a utilização. Se estes produtos (informação) transitam por sistemas de comunicações (telefones fixos, móveis, rede de computadores, mídia (CDs, DVDs, Pen Drives, memórias, etc.) e material impresso, a empresa deverá periódicamente realizar a inspeção e análise destes sistemas e instalações físicas com o emprego de equipamentos de varredura e contra-medidas.

Mas para não permitirmos que ameaças e vulnerabilidades comprometam o desenvolvimento dos negócios, precisamos trabalhar aqueles que ocupam os cargos nas organizações. Me refiro as pessoas (funcionários e colaboradores) através de um processo de análise do impacto da conduta humana (AICON).
Finalizando, quero deixar uma questão: qual a linha divisória entre a pesquisa, estudo de mercado e as atividades de espionagem? Será que um Sistema de Inteligência, ou parte de seus componentes são éticos, ou apenas um nome politicamente correto, dado a antiga atividade de espionagem?

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Marco Antonio  De Paula

Sobre o Autor

Bacharel em Direito; Cursos e Especialidades: Operações Policiais Especiais- (SWAT TEAM) ; Curso de Aperfeiçoamento "Crimes, Computadores, Perícia e Internet" - Escola Superior do Ministério Público da União - DF em Cooperação com FBI e Departamento de Justiça dos Estados Unidos; Investigações e Contramedidas(NIA- National Intelligence Academy) Fraudes e Investigações Corporativas; Palestrante no Congresso Latino Americano de Revenue Assurance - Fraudes Segurança em Telecom e Internet - IBE - FML- Orlando Florida EUA; Planejamento de Segurança Pessoal e Segurança Corporativa: Volkswagen do Brasil, Ford Motor Company Brasil e Nextel Telecomunicações Brasil; Inteligência, Prevenção de Perdas e Contramedidas em empresas diversas no segmentos da industria, financeiro, varejo, marketing e logistica; Membro da ABRAIC - Associação Brasileira de Inteligência Competitiva; Membro da ABSEG - Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança;



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