Por Marcos Assi
Temos nos deparado mais frequentemente com notícias de fraudes contábeis, de informações nebulosas, entre outras irregularidades corporativas. Sabemos que o tema é polêmico e motivo de muita discussão profissional e acadêmica. Mas será que somente o controle por parte da alta administração será suficiente para reduzir ou minimizar os riscos de fraude? Será que a conduta moral ainda é insuficiente para mudança de procedimento no mundo corporativo?
O fato é que o assunto é dependente da vontade da organização e dos profissionais envolvidos no operacional. Seria muito importante que a conduta moral fosse prática ativa das pessoas. Isso facilitaria os procedimentos internos, sem a interminável busca por controles mais eficientes e que venham salvaguardar os ativos da empresa. Mas porque as fraudes continuam aumentando?
A ausência de conduta moral está cada vez mais em evidência, seja na vida privada ou pública. A questão vai além da governança corporativa, controles internos e contábeis (este último tão fragilizado), e gestão de riscos. Acreditamos que já é uma questão de estudos de comportamento humano universal. Até mesmo na religião nos deparamos com a ausência de índole e moral.
Com tudo isso, devemos educar os nossos filhos de forma diferente. As escolas necessitam discutir mais a questão ética. Mas se os pais não têm entendimento do assunto, como vão repassar a alguém? As faculdades deveriam expor melhor tais procedimentos na área, embora se imagine que os alunos devam trazer esta característica dentro de cada um.
Portanto, de nada adianta gestão de riscos e controles internos, se a alta administração, gestores e colaboradores não possuem uma conduta profissional e ética como algo realmente relevante. Afinal, se a prática das pessoas acontecesse dentro de um perfil moral mais confiável, os controles internos não necessitariam ser tão burocráticos e, em certos casos, até mesmo quase inviáveis - e mesmo assim as fraudes acontecem.
Os órgãos reguladores vêm publicando nos últimos tempos regras normativas que buscam implementar melhores procedimentos na prevenção a fraude e a riscos inerentes ao negócio, mas mesmo assim as irregularidades acontecem. Por isso, insistimos na pergunta: como reduzir fraude no mundo corporativo? A resposta esta dentro de cada um de nós.
Sobre o Autor
Mestrando em Ciências Contábeis e Financeiras pela PUC-SP, Bacharel em Ciências Contábeis pela FMU, com Pós-Graduação em Auditoria Interna e Pericia pela FECAP. Diretor e Líder de pratica da divisão de Governança Corporativa, Riscos Financeiros e Compliance da Daryus Consultoria e Treinamento. Realizou com sucesso o Start-up (instalação e implementação) das áreas de Controladoria e Compliance do Banco JBS S.A. (abertura em 07/2008) e do Banco da China Brasil S.A. (abertura em 07/2009), no que tange a projeto e produção. Coordenador e professor do curso de MBA em Gestão de Riscos e Compliance e professor do MBA de Contabilidade e Controladoria e do MBA Gestão Tributária da Trevisan Escola de Negócios. Professor de MBA da FIA (Fundação Instituto de Administração - Labfin), da Saint Paul Escola de Negócios, do Centro Paula Sousa - FATEC, da Universidade de Sorocaba - UNISO e da Universidade de São Caetano do Sul - USCS/IMES. Professor de Pós-Graduação da FIT - Faculdade Impacta de Tecnologia - GTSI e do Centro de Ensino Superior de Dracena. Autor do livro "Controles Internos e Cultura Organizacional - Como consolidar a confiança na gestão do negócio" - Saint Paul Editora - 2009 Academic Advocate do ISACA e membro do IBEF. Colunista da Financialweb para gestão de riscos e da Revista e TV Moeda Viva para prevenção a fraudes.
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