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Metodologia de um processo de investigação - "Lógica aplicada e método dedutivo"

Por Marco Antonio De Paula

Qual é a metodologia a ser aplicada no desenvolvimento de um processo de investigação, seja no âmbito da polícia judiciária ou das empresas privadas?

Segundo o novo dicionário da língua portuguesa - Aurélio Buarque de Holanda, o termo Método, oriundo do grego méthodos, significa "caminho para chegar a um fim", compreende um conjunto de processos que o espírito humano deve empregar para a investigação e a demonstração da verdade.

A metodologia é o estudo dos métodos, especialmente dos métodos das ciências, em cujos meios o investigador direciona sua capacidade e tirocínio na investigação da verdade sobre um determinado fato delituoso.

Quando o Investigador se depara com um crime de autoria desconhecida ou faltando o conhecimento exato de um dos termos da relação que se pretende estabelecer entre o crime e seu autor, o bom Investigador raciocina e formula uma suposição preliminar, realiza conjecturas baseadas na experiência e levanta hipóteses (cenários) de como teria sido cometido o crime.

LÓGICA APLICADA

Na prática de um crime, o individuo transita por uma série de etapas, ou seja, o caminho do crime, o desenvolvimento da ação delituosa.

Os profissionais da investigação buscam sempre construir uma hipótese usando sua imaginação e experiência, procurando reproduzir mentalmente as diversas fases do crime como se fosse o próprio criminoso, isto é, assume hipoteticamente a pele do delinqüente procurando entender o seu raciocínio e ação.

Com esta postura, o investigador coloca em movimento os métodos da lógica tradicional e da lógica moderna, procurando solucionar o crime mediante pesquisa dedutiva, indutiva, analógica ou do absurdo, aplicada ao estudo dos vestígios e dos indícios das evidências deixadas pelo criminoso no local onde o crime ocorreu.

Podemos afirmar que o uso da lógica na investigação representa um instrumento dialético e cognitivo primordial na elucidação. A sua aplicação prática é composta por uma série de fases, que vão desde a observação do local do crime, a formulação da hipótese, reprodução ou experimentação, comprovação dos resultados e sua comunicação ou formalização.

MÉTODO DEDUTIVO

Este método permite com base na experiência do observar de um investigador aplicar de fato os sentidos ou a consciência a um objeto, a fim de extrair dele um conhecimento claro e preciso. Em uma investigação o método de observar é fazer um exame minucioso segundo um determinado plano, de tudo o que possa servir para elucidar um caso.

No método dedutivo o investigador deve empregar suas habilidades de observar e intuir, procurando agir de maneira diferente das pessoas comuns.

O método de observar e intuir compõe também a fase de coleta de informações, dados e impressões pessoais para serem analisadas, interpretadas e argumentadas. Os argumentos não são uma simples coleção de proposições, pois tem uma estrutura própria onde são empregados os termos "premissa" e "conclusão".

É por meio da aplicação do método indutivo que conseguimos estabelecer de forma eficiente a validade de um argumento muito extenso, deduzindo a sua conclusão a partir das suas premissas, mediante raciocínios elementares, cada um dos quais sabendo que é valido.

O raciocínio dedutivo é uma forma de pensar partido do geral para o particular, formulando silogismos.

Durante o processo investigativo ao se levantar uma hipótese duas questões podem ser suscitadas:
1. De que maneira chegou a ser concebida?
2. Que razões existem para aceita-las como verdadeira?

A primeira relaciona-se com a descoberta: as circunstâncias lembradas por ela formam o contexto da descoberta; a segunda relaciona-se com a justificação: assuntos que aqui se tornam relevantes cabem no contexto da justificação. Assim a hipótese tida como verdadeira é naturalmente a que conduz a verdade e conseqüentemente o verdadeiro é que se identifica com o verificável.

Atualmente os investigadores policiais e privados atuam com o emprego de alta tecnologia desenvolvida para a elucidação de diversos tipos de crimes, más é importante reforçar que a velha doutrina e metodologia que conhecemos através do personagem Sherlock Holmes onde a sinestesia, intuição , lógica, dedução e observação produzem resultados eficazes na solução dos crimes.

Finalizando, a tecnologia utilizada isoladamente não produzirá o resultado completo se não trabalhar com outras ferramentas que são inatas do ser humano.

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Marco Antonio  De Paula

Sobre o Autor

Bacharel em Direito; Cursos e Especialidades: Operações Policiais Especiais- (SWAT TEAM) ; Curso de Aperfeiçoamento "Crimes, Computadores, Perícia e Internet" - Escola Superior do Ministério Público da União - DF em Cooperação com FBI e Departamento de Justiça dos Estados Unidos; Investigações e Contramedidas(NIA- National Intelligence Academy) Fraudes e Investigações Corporativas; Palestrante no Congresso Latino Americano de Revenue Assurance - Fraudes Segurança em Telecom e Internet - IBE - FML- Orlando Florida EUA; Planejamento de Segurança Pessoal e Segurança Corporativa: Volkswagen do Brasil, Ford Motor Company Brasil e Nextel Telecomunicações Brasil; Inteligência, Prevenção de Perdas e Contramedidas em empresas diversas no segmentos da industria, financeiro, varejo, marketing e logistica; Membro da ABRAIC - Associação Brasileira de Inteligência Competitiva; Membro da ABSEG - Associação Brasileira dos Profissionais de Segurança;



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