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Terremoto no Haiti matou pelo menos 12 brasileiros
13.01.2010

Exército confimou mortes de 11 militares de tropas de paz da ONU.
Fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns, também morreu.

O Comando do Exército confirmou nesta quarta-feira (13) a morte de 11 militares brasileiros no Haiti vítimas do terremoto de magnitude 7 que atingiu o país nesta terça-feira (12). O Brasil comanda uma missão de paz da Organização das Nações Unidas naquele país.

Outra morte de brasileiro confirmada é a da fundadora da Pastoral da Criança, a médica Zilda Arns.

O terremoto atingiu o país na tarde de terça, horário local, e destruiu vários prédios na capital, Porto Príncipe. O abalo devastou a cidade e deixou milhares de mortos, segundo o presidente do país da América Central. O tremor afetou a estrutura de telecomunicações no país, e as informações sobre vítimas e danos ainda são desencontradas.

Segundo o Exército, faleceram o 1º Tenente Bruno Ribeiro Mário, os 2º Sargento Davi Ramos de Lima e Leonardo de Castro Carvalho, os cabos Douglas Pedrotti Neckel e Washington Luis de Souza Seraphin, os soldados Tiago Anaya Detiemermani e Antonio José Anacleto do 5º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lorena-SP.

O cabo Ari Dirceu Fernandes Júnior e o soldado Kleber da Silva Santos do 2º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em São Vicente (SP), também faleceram. O subtenente Raniel Batista de Camargos, do 37º Batalhão de Infantaria Leve, sediado em Lins (SP), também morreu. faleceram ainda o tenente-coronel Emilio Carlos Torres dos Santos, do Gabinete do Comandante do Exército, sediado em Brasília (DF), que estava a serviço da Minustah.

O Exército informou que outros quatro militares que estavam no quartel da Minustah e mais três integrantes da Forças Armadas estão desaparecidos. Há ainda outros sete feridos em atendimento no Hospital Argentino da Missão da ONU (Minustah) e mais dois outros militares que foram encaminhados para a República Dominicana.

Além dos militares, já foi confirmado o falecimento da fundadora da Pastoral da Criança, Zilda Arns. Ela estava nas ruas da capital do Haiti, Porto Príncipe, na hora do terremoto.

O ministro da Defesa, Nelson Jobim, já embarcou rumo ao Haiti para monitorar a situação. Ele está acompanhado do comandante da Marinha, Almirante Júlio Soares de Moura Neto, o Comandante do Exército, General Enzo Martins Pery, o secretário executivo da Secretaria Especial de Direitos Humano, Rogério Sotilli, o senador Flávio Arns (PSDB-PR), sobrinho de Zilda Arns, além de representantes do Ministério da Saúde, do Ministério das Relações Exteriores e da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB).

Na hora do embarque, Sotilli chegou a dizer que o número de mortos poderia chegar a 17. A informação, no entanto, não foi confirmada.

O Itamaraty já anunciou que será enviada uma ajuda humanitária de mais de US$ 10 milhões. Além do dinheiro, o governo brasileiro também disponbilizará até sexta-feira (15) 28 toneladas de alimento. Segundo o ministério da Agricultura, serão enviados ao Haiti açúcar, leite em pó, sardinha e fiambre. Os alimentos irão para o Haiti em dois aviões da Força Aérea Brasileira (FAB). O primeiro, com 14 toneladas, deve partir ainda nesta quarta-feira (13).

O ministério das Relações Exteriores também decidiu reforçar a embaixada brasileira em Santo Domingo, na República Dominicana, país vizinho ao Haiti. Segundo o Itamaraty, há no país 1.310 brasileiros - destes, 1.266 são militares das forças de paz.

Fonte: Eduardo Bresciani Do G1, em Brasília

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